Será que grande parte do povão de Pindorama, os famosos Tupiniquins, possuem a exata noção do país em que vivem? Ou sobrevivem? Ou, até, vegetam? Porque com a situação que alcançamos, com uma bagunça geral e absoluta, fica difícil que as pessoas ainda não tenham caído na real o jeito que estamos vivendo nos dias atuais. Mas isso até já vem de longa data.
Falam, e também escutam, que somos uma república. Que vivemos sob o regime democrático. Mas será que é isso ou assim mesmo? Lógico que é de se duvidar. Principalmente por esses tempos atuais, onde já declaram estarmos sob o domínio de uma ditadura. E da toga, seja lá que diabos for isso. Mas é claro que todos o sabem.
O âmbito público/político brasileiro é dos piores do mundo. Aqui impera, além da sem-vergonhice, também a safadeza, misturado com a sacanagem e a roubalheira. E se for feita uma apuração nisso, só uns raros, raríssimos, conseguiriam sair ilesos e isentos de tudo isso.
Os homens públicos brasileiros vivem em verdadeiros oásis, possuem todos os imagináveis direitos. Misturados com vantagens, benefícios e afins. Coisa que a grande parte do povão nunca possuirá. Mas não é pouca coisa não. É muito fácil vê-los falar em milhões. Mas de dólares e não de reais.
É impressionante como uma situação dessa se organiza e chega onde chegou. Sem que ninguém tenha dado conta dos absurdos feitos. Bem como o modo de desviar verbas, transferindo-as para paraísos fiscais fora do país, sem que ninguém os consiga observar. Parece até que a dinheirama é líquida, corre por canais invisíveis, chegando ao seu final de forma tranquila e serena.
Um outro fato interessante são as aparências dessa gente. Eles nem conseguem disfarçar seus desvios. Ostentam tudo com uma naturalidade intensa. E isso se estende para todos os familiares. Agem iguaizinhos uns aos outros. É verdadeiramente surpreendente.
Pelo menos pode-se ter uma ideia do início dessa sem vergonheira toda. Tudo começou a partir do ano de 1985, o ano da abertura política no país. É só buscarem saber e procurar nos muitos instrumentos que temos para isso. Mas parece que ninguém quer saber de nada.
Óbvio que a natureza é quem irá solucionar e resolver tais questões. Quando não se puder pagar a conta, isso por parte do povão, de onde continuarão a roubar? Por certo roubarão um dos outros, esses espertalhões. Aí não vai dar em boa coisa. Podem acreditar.
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