Talvez fora do Brasil não aconteçam as coisas e fatos que ocorrem aqui. São surreais, impressionantes, porque não dizer, surpreendentes. Possuir um contingente de agentes, de muitas naturezas, principalmente políticos, com um lastro de imundície pra lá de extravagante. Até exagerados.
Se houvesse verdadeira justiça, apuração idônea e profunda, não deixando passar nada no que se refere à mazelas, maracutaias e roubalheiras, com os valores retidos nessas ocorrências, provavelmente todos os problemas e situações graves que atravessamos até hoje, já teriam sido resolvidos e eliminados, sobrando dinheiro, mesmo após todos os eventos necessários a desenvolver.
Não existe um só âmbito no país que possamos dizer isentos e ilesos dessas propriedades. Agora mesmo, com o imbróglio da Lei Magnitsky, ficou-se sabendo que o ministro do STF, Luís Barroso, possui uma propriedade de cerca de vinte dois milhões de reais nos Estados Unidos. Será que se apurada essa aquisição por parte dele, seria comprovada a lisura da transação. Principalmente a origem do capital empregado na mesma?
Também se ouve dizer que um outro ministro, Gilmar Mendes, possui vários imóveis, e todos caros, em Portugal. O mesmo se exigiria dele em comprovar a fonte, a origem do capital usado nessas aquisições. Segundo alguns, ele se veria de doido a danado em explicar todas essas transações. Fora os demais ministros daquela casa, que também possuem esses tipos de patrimônios.
Mas isso é só um pingo d'água nos absurdos tupiniquins. Porque sobre Lula, também dizem ser ele dono de uma fortuna exagerada. Espalhada por aí afora. Sem contar aqueles escândalos do sítio de Atibaia, bem como do apartamento em São Bernardo do Campo, SP. Do tempo da Operação Lava Jato.
Não se pode esquecer dos muitos políticos brasileiros que foram e são acusados de desviarem fortunas no país. O mais famoso deles chama-se Paulo Malluf, que recentemente está sendo obrigado pela justiça a devolver mais de duzentos milhões de reais aos cofres públicos.
É óbvio que a justiça brasileira, nas pessoas de seus agentes, são incompetentes ou são desonestos, fazendo vista grossa, ou algo parecido, no tocante ao apuro fiscalizador. Os valores desviados e surrupiados nesse país são muito altos, e seriam de fácil identificação suas movimentações. Mas isso, praticamente, não ocorre. E os larápios, ficam e não são incomodados. Ainda conseguem enviar para paraísos fiscais as importâncias desviadas e roubadas.
No caso, fica até um paradoxo ver a situação irregular que acontece neste país. Pelas muitas mumunhas envolvendo desvios, roubos e otra cositas más, chega-se à conclusão de que aqui, no Brasil, também se pode dizer que é um paraíso fiscal.
Nenhum comentário:
Postar um comentário