Para alguém que aprecia escrever, registrar fatos e acontecimentos do cotidiano de nossas vidas, busca usar da convicção da verdade, sempre, de um lado tal exercício está muito fácil, pela quantidade deles ocorrerem com muita frequência e assiduidade. Mas, por outro lado, a cada dia fica muito difícil fazê-lo. Porque esse volume está acentuadamente exagerado, o que acaba confundindo ideias. De muitos ou quase de todos.
Costumo praticar um exercício simples. Observar através da janela do apartamento onde resido, o horizonte avistável. Também as ruas logo abaixo dessa janela, mesmo que ela se localize dez andares acima do solo. E fico olhando o decorrer disso. Observo uma naturalidade acentuada, muito diferente daquele que ouço no rádio, vejo na televisão e, hoje em dia mais, na internet. São situações totalmente diferentes das primeiras. Parece que o mundo está totalmente em guerra. São acontecimentos a perder a conta. E todos verídicos, sem contestações.
Esses fatos estão ocorrendo simultaneamente no Brasil e no mundo. As grandes cidades do nosso país estão em polvorosa, tantos os casos de anarquia e violência que testemunhamos. Nas rádios, por exemplo, dá para perceber facilmente nas narrações dos locutores, uma exaltação exacerbada e exagerada, dando ênfase à situações costumeiras, mas que na visão deles é altamente sensacionalista. É quase um gozo de prazer nisso.
Hoje, por exemplo, na cidade do Rio de Janeiro, na região norte, no chamado complexo da maré, a polícia militar invadiu a área, buscando garantir a ordem e a segurança em sua periferia. Tomou conta da região com suas tropas. E nisso viu a reação da bandidagem, que possui armamentos até mais superior que à dela. Mas o contingente de soldados não desistem e a enfrentam com rigor.
É impressionante como as coisas chegaram a esse ponto. A permissividade de boa parte das autoridades são as responsáveis por isso. E representa um custo enorme para todos. E esses custos são diversos. Principalmente da segurança e da tranquilidade das populações dessas áreas contundentes, que são várias.
Ressalte-se que a região citada da ação da polícia militar está localizada no caminho de quem sai da zona norte para o centro da cidade. Também para o acesso à outras direções. Mas causa um caos até exagerado na população. A troca de tiros entre as partes, desperta atenção, mas sustos enormes que está nas adjacências disso. Não há quem fique relaxado com isso.
Será que um dia essas situações se normalizarão? É bem possível e provável que não. Porque há muita gente envolvida nisso, que querem esses tipos de ocorrências. Até vivem financeiramente delas, haja vista que cargos políticos são assumidos com a promessa de soluções desses problemas. Mas nunca são realizadas. Apenas garantem a sobrevivência e a subsistência de quem age dentro desses cargos.
Infelizmente também se pode atribuir aos próprios cidadãos do país o atual estágio de desordens alcançados. Parece que muita gente faz questão de cooperar com a desordem pública. Na hora de votar e escolher, o fazem, quase sempre, pelos piores. Dá até para lembrar daquela famosa frase do Lula em 1993 que afirmou: "existem 300 picaretas no Congresso Nacional". Por isso, reclamar de quê?
Nenhum comentário:
Postar um comentário